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Imunodeficiência Comum Variável (IDCV)

A imunodeficiência comum variável (IDCV) , uma doença de etiologia genética complexa, caracteriza-se por um comprometimento no sistema imunológico, sobretudo na produção de anticorpos, o que torna o indivíduo afetado mais suscetível a infecções bacterianas e virais e a doenças autoimunes.

A imunodeficiência comum variável (IDCV) , uma doença de etiologia genética complexa, caracteriza-se por um comprometimento no sistema imunológico, sobretudo na produção de anticorpos, o que torna o indivíduo afetado mais suscetível a infecções bacterianas e virais e a doenças autoimunes.

Principais manifestações clínicas da imunodeficiência comum variável

A imunodeficiência comum variável (IDCV) apresenta um amplo espectro de manifestações clínicas, que diferem entre os pacientes e podem se desenvolver em qualquer idade, desde a infância até a idade adulta.

A principal manifestação da IDCV são as infecções recorrentes, especialmente do trato respiratório, como sinusites, otites e pneumonias, e gastrointestinais, embora outros órgãos também possam ser acometidos. Ademais, esses pacientes podem apresentar diarreia crônica, perda de peso, além de alterações pulmonares, entre outros sintomas.

Os pacientes com IDCV ainda cursam com uma suscetibilidade aumentada a doenças autoimunes, a exemplo de trombocitopenias autoimunes e anemia hemolítica autoimune, e a alguns tipos de neoplasias.

Diagnóstico da imunodeficiência comum variável

Os exames laboratoriais que avaliam a integridade do sistema imunológico são importantes para o diagnóstico da imunodeficiência comum variável.

A dosagem de imunoglobulinas (IgA, IgG e IgM) no sangue, a imunofenotipagem de linfócitos e a avaliação da reposta de anticorpos contra antígenos proteicos e polissacarídicos estão entre os principais testes que auxiliam o diagnóstico da condição.

Ademais, outros exames podem ser necessários para avaliar a repercussão da doença e das infecções de repetição em diferentes órgãos, sobretudo no trato respiratório, a exemplo da prova de função pulmonar e de exames de imagem, como a tomografia computadorizada.

Para o diagnóstico da imunodeficiência comum variável é importante ainda que outras causas de deficiência de anticorpos sejam descartadas.

Vale ponderar que os exames devem ser sempre indicados por um médico de forma individualizada.

Tratamento da imunodeficiência comum variável

O principal pilar do tratamento da Imunodeficiência Comum Variável tem por base a reposição periódica de anticorpos, que pode ser feita através de medicamentos imunobiológicos conhecidos como imunoglobulina intravenosa (IGIV) ou imunoglobulina subcutânea (IGSC). Tais medicações são produzidos a partir do plasma sanguíneo de milhares de doadores saudáveis e contêm um concentrado de anticorpos para uma ampla gama de antígenos.

O tratamento com imunoglobulina tem um grande impacto na evolução desses pacientes, auxiliando no controle dos episódios infecciosos, reduzindo as infecções graves e outras manifestações.

Além disso, o médico pode prescrever antibióticos para o tratamento de infecções e, de acordo com as manifestações clínicas apresentadas, outros tipos de abordagens podem ainda ser necessárias e devem ser individualmente avaliadas.

Não há uma forma conhecida de prevenir a imunodeficiência comum variável, já que é uma doença genética. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental para a instituição oportuna de tratamento, seguimento adequado e melhor evolução clínica.

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